O cheiro dele está na minha cabeça, no meu café, nos meus sapatos, nas minhas roupas, no meu nariz... é insuportável. Ele tinha cheiro de chocolate, aconchego, cafuné. Ele tinha cheiro de amor, quando eu o amava. Agora esses aromas me perseguem, insistindo eu me machucar, em me corroer por dentro de um modo incurável.
Para mim era tudo perfeito. Dormíamos abraçadinho no inverno, e no verão dormíamos nus, sentindo cada batida de nossos corações. Quando eu acordava mas não via seu rosto, seus olhos, sentia dentro de mim crescer um desespero enorme. Eu tinha medo dele me deixar, ir embora e nunca mais voltar. Porém, antes mesmo de me desesperar, ele chegava, me abraçava, me beijava... Ele dizia que eu estava linda, e que ele era o homem mais sortudo do mundo, e então eu me derretia. Nesses dias eu me sentia amada, segura. Mas na verdade ele era apenas um bom ator.
Era uma segunda feira, e o dia estava alegre. Eu estava esperando ele chegar, mas ele não chegou. Uma, duas, três horas esperando, ligando, já desesperada. E então ele entra em casa. Não olha em meus olhos, em meu rosto, e não me diz oi. Senta no sofá, pede para que eu me cale e despeja em mim tudo o que eu mais temia: ele não me amava mais. Vou ser sincera agora: na verdade, ele nunca me amou, porque quem ama de verdade jamais trai.
Sim, ele havia me traído. Ele havia trocado a mulher que ele tocou, que ele amou, que ele beijou, que ele chamou, que ele sussurrou e que ele possuiu por outra mulher. Uma outra qualquer.
Então eu apenas abri a porta do meu apartamento, e esperei ele sair. Nenhuma lágrima caiu de meus olhos, e isso ele percebeu. Ele se foi, deixando para trás meu coração despedaçado, machucado, ferido, enganado. Desde então não mantivemos contato, e o acontecido já tem 3 anos, mas aquele cheiro não se foi. Ele não sai de mim, e eu não sei exatamente o por que. A única coisa que sei é que já se tornou enjoativo de um modo torturante.
Cronista Bipolar
08/01/2013
Começou.
Adoro escrever. É a melhor coisa do mundo. Escrever crônicas agora virou uma paixão, ou não, tanto faz.
Por que Cronista BIPOLAR? Fácil, fácil. Ás vezes escrevo algo, dando minha opinião, e ai acontece alguma coisa que me faz mudar de ideia. Então eu escrevo essa nova idéia, e ela é totalmente, ou quase totalmente contraditória com minha primeira opinião. É, é complicado.
O fato é que sonho em ser escritora, mas está difícil. Não sei encher linguiça. Eu tenho milhares de ideias, e então começo a escrever. Quando termino meu livro, ele tem duas folhas. É, vai vender muito, com certeza.
A um tempo atrás fui em uma tarde de autógrafos na 'Saraiva' com a escritora brasileira Paula Pimenta. Amo os livros dela. E então perguntei como escrever um livro, e ela me disse para começar por textos e histórias menores. "Eu comecei com poesias, depois passei a escrever crônicas, e então consegui terminar meu primeiro romance", foi o que disse de acordo com minha boa memória. "E se você não conseguir começar a história pelo início, crie o fim dela primeiro, e depois faça uma ponte ligando o final ao início da história".
Essa história de 'criar uma ponte' me rendeu muita dor de cabeça. Eu criava meu final, e quando estava construindo 'a ponte', ela desmoronava. Era um saco, e ainda é. Então decidi seguir o primeiro conselho da Paula Pimenta: começar com histórias pequenas. Já que nunca tive dom com poesias, decidi pular essa parte e ir direto para as crônicas. E foi assim que a ideia desse blog surgiu.
Não estou aqui atrás de seguidores, leitores ou/e críticos (mas se eu conseguir, ruim que eu não vou achar).Eu só quero por para fora tudo o que está na ponta dos meus dedos, e na ponta da minha língua também.
E só para você ficar sabendo, eu uso e abuso da ironia, e facilitaria para você, leitor se ao ler você prestasse atenção à pontuação e à ironia. Assim você poderá entender com mais facilidade a crítica, o comentário, etc.
Opiniões, críticas e ideias, desde que estejam dentro do limite (Sem chingar, sem abusar, sem desrespeitar, sem maltratar, etc) são aceitas e muito bem vindas.
Beijo da Cronista Bipolar.
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